Análise de InstagramCada marcador aponta um achado exatamente onde ele mora no perfil, e cada publicação da grade abre com a leitura dela. Nada aqui é opinião solta: tudo saiu do que está publicado. Leitura de 28/09/2026, sobre as 36 publicações mais recentes. O botão no topo alterna entre o perfil como está hoje e uma proposta que só reorganiza o que já existe.

A bio tem quatro linhas: "Visão Macro e Geopolítica", "Sociologia Econômica Aplicada", "Setores Técnicos & Mercados Complexos" e "Agende conversa estratégica ↓". Antes de tocar em "mais", o visitante lê só até "Agende conversa". Ficam escondidos o " estratégica ↓" e, com ele, a seta que liga a frase ao link.
As três primeiras linhas descrevem o assunto; nenhuma delas diz o que fazer. A frase que abre uma conversa comercial só existe para quem toca em "mais". E o link, linktr.ee/andreiamartinbr, chega sem apresentação: a bio não diz uma palavra sobre o que há nele, enquanto 18 das 36 legendas mandam o leitor para o link da bio, quatro delas dentro das 12 mais recentes (31/08, 17/08, 18/07 e 06/07/2026).
Num perfil cuja mediana já é 3,59 vezes a régua de 0,30%, a perda não é de atenção: é de destino. A correção não pede texto novo, só ordem: subir a frase para antes do corte e condensar as três linhas descritivas em uma. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
A linha que apresenta o que o visitante encontra no link é a única parte que só Andreia pode escrever, porque só ela sabe o que está reunido ali.
O campo de nome traz "AndreiaMartinBR ⌐◨-◨", nome e um kaomoji, e a categoria logo abaixo é "Criador(a) de conteúdo digital", um dos rótulos mais genéricos entre os que o Instagram oferece.
Enquanto isso, as quatro capas do Leitura de Fundo (14/09, 16/09, 18/09 e 28/09/2026) trazem no rodapé, em caixa alta, as palavras SOCIOLOGIA ECONÔMICA, GEOPOLÍTICA e CRIPTOECONOMIA. E em quatro vídeos com fala (17/11/2025, 15/05, 22/05 e 05/06/2026) ela se apresenta como "a véia do Bitcoin": a hashtag #veiadobitcoin está em 5 das 36 legendas, a palavra "Véia" em 11 e a assinatura "Descomplica que a Véia Explica" em 8.
A busca do Instagram cruza dois campos, o @ e o campo de nome. Hoje encontra o perfil quem já sabe o nome; quem procura pelo assunto, não. Nada disso precisa ser inventado: o território já está escrito nas capas e dito nos vídeos. Falta estar no único campo indexado que dá para reescrever hoje, e trocar a categoria por uma mais específica entre as disponíveis. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
Das 36 publicações, 20 são vídeo e 16 são imagem ou carrossel. A mediana dos 19 vídeos com curtidas visíveis é 1,78%; a das 16 imagens, 0,42%. São 4,2 vezes de diferença. Nas 12 da janela, o padrão se repete: 2,45% nos seis vídeos contra 0,99% nas seis imagens. As 14 publicações de maior engajamento entre as 35 válidas são todas vídeo; a primeira imagem aparece só na 15ª posição (02/08/2026, com 1,22%).
O maior grupo de assunto do perfil são as publicações ligadas aos artigos da WeSearch e do Substack: 14 das 36, sendo 11 imagens ou carrosséis e 3 vídeos, com mediana de 0,73%. É conteúdo denso, autoral, com capa própria e texto assinado, e é também o formato em que este público menos responde.
O assunto não é o problema, e o próprio perfil já provou isso com o mesmo tema: o Q-Day rendeu 1,84% no vídeo de 25/05/2026, em que Andreia apresenta o artigo, e 0,73% na publicação de 08/06/2026 sobre o mesmo assunto, 2,52 vezes de diferença.
O caminho está dado: transformar cada novo artigo em vídeo curto com a fala dela e publicar o vídeo antes do carrossel. O carrossel passa a ser o desdobramento, não a estreia, e o texto do artigo já existe.
O perfil tem 34 destaques. Os 14 que aparecem antes de rolar a barra são RJ 💛🖤, Formatura Bruna, Amizade Eterna D, Pride Parede 50, SP Memories, Bruna Formou, 8M2019, Boomerangs, Carnaval Usphera, Weedo Friends, Weedo o Filme, 😺🐶, Minha Arte e Aniver 27 Bruna. Quatro dos 34 trazem "Usphera" no título.
Nenhum se chama Leitura de Fundo, Descomplica que a Véia Explica, WeSearch, Gate, Blockchain.RIO ou UNICEF, embora o material esteja publicado: os 4 vídeos do Leitura de Fundo entre 14/09 e 28/09/2026, os 6 vídeos de educação de mercado entre 15/05 e 19/06/2026 e o UNICEF Youth Challenge de 31/07/2026, que fez 2,56%.
Quem chega pelo vídeo de 3,55% e sobe os olhos para a barra não encontra nada do que o feed defende hoje. Encontra uma linha do tempo pessoal de anos anteriores, que é legítima e é dela, mas não responde à pergunta de quem acabou de descobrir a analista.
Três destaques à frente da barra resolvem, com material já publicado e nenhuma gravação nova. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
A apresentação do Leitura de Fundo, em 14/09/2026, fez 58 curtidas e 32 comentários: 2,62%, ou 2,43 vezes a mediana do perfil, o segundo maior da janela de 12.
Depois vieram os três episódios da série sobre o artigo "A crise sem exterior": 16/09 com 2,33%, 18/09 com 1,72% e 28/09 com 0,99%, este último medido no mesmo dia em que saiu, poucas horas depois da publicação. Do primeiro ao terceiro, uma queda de 2,35 vezes, dentro do mesmo formato e da mesma identidade visual.
Duas variáveis observáveis mudaram. O intervalo: os dois primeiros saíram de dois em dois dias, o terceiro veio 10 dias depois. E a capa: a do episódio 03, primeira posição da grade, traz o subtítulo "Crise climática e Inteligência Artificial", exatamente o mesmo impresso na capa do episódio 02, enquanto a legenda e a fala do episódio 03 tratam de criptoeconomia e dos novos intermediários.
São duas correções pequenas: acertar o subtítulo da capa para o assunto que o episódio realmente trata e, na próxima série, manter o ritmo de 2 em 2 dias que sustentou os dois primeiros. A estreia de 14/09 já mostrou o teto, e é ele que precisa ser repetido.
Das 35 publicações com curtidas visíveis, 19 trazem pelo menos uma pergunta na legenda e 16 não trazem nenhuma. A mediana de comentários por 100 curtidas é 45,2 no primeiro grupo e 18,5 no segundo.
O padrão resiste quando se separa por formato e por fase: entre os vídeos, 43,6 contra 25,6; entre imagens e carrosséis, 48,0 contra 12,5; e nas 22 publicações de 05/05/2026 em diante, 54,5 contra 29,8. O caso mais forte é o episódio 01 de "A crise sem exterior", de 16/09/2026, cuja legenda fecha perguntando "quem está decidindo quais futuros ainda serão possíveis?": 48 curtidas e 32 comentários, 66,7 por 100 curtidas, o maior índice entre as 12 publicações com 40 curtidas ou mais.
Este perfil já é dos que mais conversam: 37,4 comentários por 100 curtidas nas 35, e 48,4 nas 12 da janela. Vale a ressalva honesta: as duas publicações de maior engajamento das 36 (08/07/2026, com 3,55%, e 31/07/2026, com 2,56%) não têm pergunta na legenda. O efeito medido é sobre a conversa por curtida, não sobre a curtida em si.
A alavanca é fechar toda legenda com uma pergunta concreta e respondível, do tipo que Andreia já escreve ("Qual assunto merece a nossa próxima análise?", em 14/09/2026). Entre as 16 sem pergunta estão cinco dos seis vídeos do quadro com a Gate e o UNICEF Youth Challenge, conteúdos em que o público já estava presente e não foi convidado a responder.
Este perfil já resolveu a parte difícil: tem território próprio e voz para defendê-lo. Andreia não fala de preço de criptomoeda, fala de quem decide as regras do dinheiro, da energia e da tecnologia, e faz isso em português direto. A mediana de 1,08% por publicação é 3,59 vezes a mediana do Instagram de 0,30%, e 30 das 35 publicações com curtidas visíveis ficam acima dessa régua. Nos 17 vídeos com fala, a mediana é 1,84%, mais de seis vezes a régua. Mais do que aprovação, há conversa: 37,4 comentários a cada 100 curtidas nas 35, e 48,4 nas 12 mais recentes. O melhor do período chegou a 3,55%, em 08/07/2026, com 94 curtidas e 28 comentários.
O que falta é escala e portas abertas. São 3.433 seguidores e 0,87 publicação por semana para um conteúdo que já é ouvido. A única frase de ação da bio, "Agende conversa estratégica ↓", fica abaixo do corte do Instagram, e a bio não diz o que há no link, embora 18 das 36 legendas mandem o leitor para o link da bio. Os 34 destaques não guardam nenhum dos quadros atuais. E o grupo em que ela mais publica, as publicações ligadas aos artigos, é o que este público menos responde: 14 das 36 publicações com mediana de 0,73%, contra 1,78% dos vídeos. O mesmo assunto mostra o tamanho da diferença: o Q-Day fez 1,84% no vídeo de 25/05/2026 e 0,73% no carrossel de 08/06/2026.
O contexto ajuda. O Brasil aparece em 1º lugar mundial no índice de adoção de cripto de 2026, com uma economia do setor cifrada em US$ 252,5 bilhões no período medido, e 29 milhões de brasileiros têm ou já tiveram criptomoedas (bloco 05). E entre os oito perfis do nicho medidos no mesmo dia e pelo mesmo método, a mediana de 1,08% deste perfil fica acima de cinco deles, inclusive das quatro maiores audiências da lista, todas referências consolidadas do mercado (bloco 06). O caminho, porém, não precisa ser inventado, porque o próprio perfil já o mostrou: depois da pausa de 98 dias entre 27/01/2026 e 05/05/2026, a mediana saltou de 0,38% nas 13 publicações anteriores com curtidas visíveis para 1,46% nas 22 seguintes, com 14 vídeos em 22. Em 14/09/2026, a estreia do Leitura de Fundo fez 2,62%. A tarefa agora é repetir com método o que até aqui aconteceu por impulso.
Território próprio, voz reconhecível no vídeo e uma taxa de conversa alta: 37,4 comentários por 100 curtidas nas 35 publicações com curtidas visíveis. Nada disso precisa ser construído.
Escala, moldura e método: 3.433 seguidores, a chamada de ação da bio abaixo do corte, 34 destaques sem nenhum dos quadros atuais e o carrossel de artigo estreando na frente do vídeo.
Subir "Agende conversa estratégica ↓" na bio e dizer o que há no link, reescrever o campo de nome com o território e abrir três destaques com material já publicado. Nenhuma das quatro exige conteúdo novo.
O conteúdo deste perfil já está à frente da moldura que o apresenta: a mediana de 1,08% por publicação é 3,59 vezes a régua de 0,30% do Instagram, e nos 17 vídeos com fala sobe para 1,84%. O que ainda não acompanha esse desempenho é o cabeçalho: campo de nome, ordem da bio, apresentação do link e barra de destaques.
Uma das 36 publicações, o vídeo de 21/01/2026, está com as curtidas ocultas e por isso fica fora de todas as medianas, médias e rankings desta análise. O número de contas que o perfil segue não é citado porque o cabeçalho e a descrição pública do perfil trazem valores diferentes. Leitura de 28/09/2026.
As barras seguem a ordem da grade, da mais recente para a mais antiga. Nos dois quadros abaixo delas, as linhas vão do maior para o menor engajamento. Cada barra e cada linha abrem a publicação com a legenda inteira. A janela vai de 23/06/2026 a 28/09/2026, e a mediana das 12 é 1,18%.
A mediana do Instagram em 2026 é 0,30%. As doze barras estão acima dessa régua, sem exceção. A mais alta é a de 08/07/2026, com 3,55%, quase doze vezes a régua e 3,01 vezes a mediana das 12. As duas mais baixas são as de 31/08/2026, com 0,35%, e 23/06/2026, com 0,38%, e mesmo elas ficam acima da régua do Instagram. O que a janela mostra não é oscilação de audiência: é oscilação de formato. As alturas maiores estão onde Andreia aparece falando, e as menores onde ela não aparece na capa.






Cinco das seis são vídeo, e em todas elas Andreia aparece na capa, com o nome do quadro ou do evento escrito e o assunto anunciado em uma linha. Os 6 vídeos da janela fazem mediana de 2,45%, contra 0,99% das 6 imagens e carrosséis, e o mesmo padrão aparece nas 36: 1,78% dos vídeos contra 0,42% das imagens. As três de cima também têm um segundo traço em comum: são episódio, evento ou convite, coisas com data e nome próprio. A regra prática: assunto que ela quiser que circule começa em vídeo com a voz dela, e o carrossel entra depois, como aprofundamento.






Cinco das seis são imagem ou carrossel, e quatro delas pertencem ao mesmo grupo: as peças ligadas aos artigos, 14 das 36 publicações, com mediana de 0,73%. São peças densas, assinadas e bem produzidas, com capa própria e texto autoral: o que os números dizem é que este é o formato em que este público menos responde, não que o conteúdo seja menor. A exceção do quadro é o episódio 03, vídeo que saiu em 28/09/2026, o mesmo dia da coleta, e por isso mediu com poucas horas de vida. A publicação de 31/08/2026 é a única das 12 sem comentário nenhum e também a de legenda mais curta da janela, com 535 caracteres contra a mediana de 1.329. A regra prática: cada peça de artigo ganha um vídeo curto de abertura e termina com pergunta na legenda, que é a variável que mais move conversa neste perfil (45,2 comentários por 100 curtidas nas legendas com pergunta, contra 18,5 sem).
A primeira linha da legenda é a única parte que o Instagram mostra inteira antes do "mais". Nas 36 publicações, essa linha faz sempre uma de quatro coisas: pergunta, contraria o que todo mundo pensa, afirma uma tese em uma frase curta ou anuncia uma agenda. As duas primeiras são as que mais rendem neste perfil, e as duas juntas somam 22 das 36 publicações. A mediana geral do perfil é de 1,08%, contra a régua de 0,30% do Instagram.
Mediana de 1,63% nas 4 publicações que abrem com pergunta, contra 1,08% do perfil. É o molde de maior mediana entre os quatro e o mais barato de repetir: não depende de evento, de data nem de parceiro.
"Você sabe o que é operar no mercado futuro cripto?"
01/06/2026, 1,49%. A pergunta não é retórica: é exatamente a dúvida de quem está começando. Quem não sabe abre o "mais" para descobrir.
"Lembra quando o Nubank apareceu e muita gente achou que era só “um cartão roxinho”?"
17/11/2025, 2,07%, o maior deste molde e o melhor resultado de toda a fase anterior à pausa. A pergunta parte de algo que o leitor viveu, e só depois chega ao assunto novo.
"Como eu entrei em cripto? Não foi por promessa de dinheiro fácil."
18/06/2026, 1,78%. Duas linhas: a pergunta e a negação. A legenda derruba o motivo que o leitor supõe e abre espaço para o motivo real.
"Quando uma tecnologia deixa de poder fracassar?"
17/08/2026, 0,90%, a única imagem deste molde. Mesmo em carrossel de artigo, formato cuja mediana é 0,42% nas 16 imagens das 36, a pergunta na abertura sustenta o resultado acima dessa faixa.
As quatro abrem com pergunta e nenhuma devolve uma pergunta no último parágrafo: duas terminam pedindo compartilhamento (17/11/2025 e 17/08/2026) e as outras duas fecham com a tese ou com a assinatura. Nas 35 publicações com curtidas visíveis, as 19 legendas com pergunta fazem mediana de 45,2 comentários por 100 curtidas, contra 18,5 das 16 sem pergunta.
Mediana de 1,22% em 18 publicações (17 com curtidas visíveis). É o molde mais usado do perfil e o que guarda o teto: a publicação de 3,55%, maior das 36, abre exatamente assim.
"Cripto não é só gráfico. Também é disputa de futuro."
08/07/2026, 3,55%, com 94 curtidas e 28 comentários. Dez palavras derrubam a leitura de preço e trocam o assunto por poder, que é o território dela.
"A inteligência artificial não vive na “nuvem”. Ela ocupa territórios, consome energia e água, depende de chips, cabos, mineração, centros de dados e trabalho humano."
18/09/2026, 1,72%. A negação vem seguida de uma lista concreta. O leitor sai da primeira linha já com imagem na cabeça.
"Quando se fala em computação quântica, muita gente imagina um futuro distante, quase de ficção científica. Mas a pergunta que importa não é apenas quando essa tecnologia será poderosa o suficiente para quebrar sistemas criptográficos atuais."
25/05/2026, 1,84%, sobre o Q-Day. A abertura admite o que todos imaginam (um futuro distante) e, no parágrafo seguinte, desloca a discussão para quem decide: "A pergunta mais importante é: quem vai saber primeiro?". É a assinatura editorial do perfil.
"Nos dias 12 e 13 de agosto, no ExpoRio"
Na mesma publicação de 3,55%. A tese abre, o fato concreto segura. É a combinação que separa os 1,22% de mediana deste molde dos 0,41% do molde de anúncio puro.
As duas publicações de maior engajamento das 36, a de 08/07/2026 (3,55%) e a de 31/07/2026 (2,56%), fecham sem pergunta nenhuma. O gancho está resolvido; o fecho ainda não pede resposta.
Mediana de 0,61% em 7 publicações. É a abertura mais econômica do perfil, do tipo "Dinheiro não é neutro." (13/01/2026) ou "Nada está finalizado." (27/01/2026). O grupo tem a maior amplitude de todos: guarda também a estreia do Leitura de Fundo, em 14/09/2026, com 2,62%, aberta com "A notícia chega pronta. A interpretação, quase nunca.", e o episódio 01 de "A crise sem exterior", em 16/09/2026, com 2,33%.
A leitura honesta é esta: a frase curta funciona quando vem acompanhada de vídeo e de contexto no parágrafo seguinte. Sozinha, em imagem, ela pede do leitor um trabalho que a abertura com pergunta ou com contraste já faz por ele.
Mediana de 0,41% em 7 publicações, cinco delas imagem. São as aberturas que começam pelo acontecimento: "🔥 É HOJE, PORTO ALEGRE!" (04/12/2025), "🚨 As vagas estão quase esgotando!" (25/11/2025), "Bora pra mais um encontro cripto 🚀" (17/12/2025). É o formato de abertura em que este público menos responde.
E o próprio perfil mostra a saída dentro do mesmo grupo: em 15/05/2026, o anúncio da parceria institucional virou vídeo com explicação, e o resultado foi 2,10%, cinco vezes a mediana do grupo. O que muda não é a notícia, é o que vem antes dela na primeira linha.
A primeira linha precisa criar uma dívida no leitor: uma pergunta que ele não sabe responder ou uma certeza dele que acabou de cair. Os dois moldes de maior mediana, 1,63% e 1,22%, fazem só isso. Os dois de menor mediana, 0,61% e 0,41%, entregam a informação já resolvida na primeira linha, e não sobra motivo para tocar em "mais".
Uma ressalva de método, porque ela importa: os moldes de pergunta e de contraste concentram mais vídeo (3 dos 4 e 11 dos 18) do que os de tese curta e de anúncio (4 dos 7 e 2 dos 7), e o vídeo já tem mediana de 1,78% contra 0,42% das imagens. Parte da diferença é formato, não abertura. O que não muda com o formato é o efeito do fecho: dentro das imagens e carrosséis, as legendas com pergunta fazem 48,0 comentários por 100 curtidas contra 12,5 das sem pergunta, e dentro dos vídeos, 43,6 contra 25,6.
Somando as duas pontas, a regra prática é curta: abrir contrariando ou perguntando, e fechar devolvendo a pergunta. Andreia já escreveu as duas metades, só não na mesma publicação: a abertura de 08/07/2026 (3,55%) e o fecho de 14/09/2026, "Qual assunto merece a nossa próxima análise?".
Das 36 publicações, 20 são vídeo. Em 17 deles há fala e em 3 não há fala reconhecível (27/11/2025, 06/01/2026 e 21/01/2026, este com as curtidas ocultas). Nenhum ficou sem transcrição. A mediana dos 17 vídeos com fala é 1,84%, contra 1,08% do perfil e 0,30% da régua do Instagram: mais de seis vezes a régua. Num desses 17, o de 02/12/2025, quem fala não é Andreia (a legenda nomeia Ana Westfal e marca @uniswap), então ele fica fora dos grupos abaixo. Restam 16 falas dela, e elas se dividem em quatro modos bem distintos.
"Todo mundo comenta o que aconteceu, mas pouca gente pergunta o que tornou possível que isso acontecesse. Foi por isso que eu criei o Leitura de Fundo, um novo quadro que vai além das manchetes, que revela todo o poder por trás delas, poder econômico, político, tecnológico. Em vídeos curtos eu parto de fatos concretos, desmonto a leitura óbvia e mostro aquilo que quase ninguém está olhando."
Por que isso importa: em poucas frases ela define o quadro, o método e a promessa ao leitor. É a segunda melhor publicação das 12 mais recentes, com 58 curtidas e 32 comentários, e a única do perfil em que o produto editorial é apresentado como produto.
"A desigualdade passou a interferir em quem pode decidir pelo futuro e quem vai ter que somente se adequar a um futuro que foi decidido por outras pessoas. O voto continua valendo um voto uma pessoa, mas a economia demonstra que uma pessoa, às vezes, conta por milhões. E essa diferença produz uma sensação concreta de impotência."
Por que isso importa: é o episódio 01 da série sobre o artigo "A crise sem exterior" e a publicação de maior conversa proporcional entre as 12 com 40 curtidas ou mais: 48 curtidas e 32 comentários, 66,7 comentários por 100 curtidas. A fala traz a tese em vocabulário de rua, sem perder a precisão.
"A pergunta mais importante não é exatamente quando isso vai acontecer, a pergunta é quem vai saber primeiro, porque se uma tecnologia dessa surgir dificilmente ela vai ser anunciada numa coletiva de imprensa. E aqui entra o ponto central: não é só um risco tecnológico, é um risco geopolítico."
Por que isso importa: é o mesmo assunto que, em carrossel, fez 0,73% em 08/06/2026. Em vídeo, com a fala dela, fez 1,84%: 2,52 vezes mais. O texto do artigo já existia nos dois casos; o que mudou foi quem conta.
"A crise climática atinge o planeta inteiro, mas não atinge todo mundo do mesmo jeito. Quem tem dinheiro consegue comprar refrigeração, seguro, água, mobilidade e até distância. Quem não tem, recebe a enchente, o calor extremo e ainda a conta pública da reconstrução de tudo isso. E a palavra nuvem ajuda a esconder toda a concretude que está por trás dela."
Por que isso importa: é a passagem mais citável das 16 falas, do tipo que funciona sozinha fora do vídeo. Ela já está dita, mas não aparece na legenda deste episódio, que trata do mesmo tema por outro caminho.
"Os intermediários não foram eliminados, em alguns casos foram criados outros, e muitos deles hoje são invisíveis. Eu não quero terminar essa análise de uma forma fatalista. A história não é uma linha reta e nenhuma tecnologia tem um destino inevitável. O que queremos saber é quem pode orientar a tecnologia, quem paga pela transição, quem controla a informação e quem participa da definição do que é possível."
Por que isso importa: é o episódio 03 e o de menor engajamento da série (0,99%, contra 2,33% do episódio 01). A fala fecha com quatro perguntas prontas, cada uma servindo de pauta para um vídeo inteiro.
"O mercado spot é o jeito mais direto de comprar e vender criptomoedas: você escolhe o ativo, escolhe o par de negociação, define a ordem e, quando ela é executada, aquele ativo passa a fazer parte do seu saldo na plataforma. Mas simples não quer dizer sem risco. Antes de clicar em comprar, estude o ativo, veja o par de negociação, observe liquidez, taxas e riscos, porque no mercado cripto informação também é proteção."
Por que isso importa: é o maior engajamento do quadro de educação de mercado. A estrutura é sempre a mesma: definição em uma frase, passo a passo, alerta de risco. Ela também se apresenta na fala como "a Véia do Bitcoin", assinatura que não está em nenhum campo do perfil.
"Sabe quando alguém fala assim: entrei comprado no Bitcoin com 10 vezes de alavancagem? Pois é, parece bonito, parece profissional, coisa de trader avançado, mas calma lá, porque alavancagem não é dinheiro mágico, é risco ampliado. Quanto maior a alavancagem, menor o espaço para o preço se mover contra você antes da liquidação."
Por que isso importa: abre pela frase que o público ouve no dia a dia e só depois explica o conceito. É o mesmo molde de contraste que sustenta as legendas de maior engajamento, aqui em voz.
"Quando a gente fala em trading, muita gente acha que é gráfico maluco, dinheiro fácil, ganhar dinheiro sem fazer esforço, mas não é nada disso. É muito estudo e principalmente muito treinamento. Antes de pensar em ganhar dinheiro, todo trader precisa entender três coisas: análise de mercado, gestão emocional e análise de risco."
Por que isso importa: é o melhor resultado de janeiro de 2026 e o segundo da fase anterior à pausa. A legenda desta publicação é a mais curta do grupo (628 caracteres) e menciona um código de acesso pedido por mensagem direta, sem nenhum valor citado.
"No mercado futuro, você negocia contratos baseados no preço de uma criptomoeda. Na prática, você pode adquirir uma posição apostando na alta, que é o famoso long, ou na queda, que é o famoso short. Mas atenção: futuro não é brincadeira. Futuro é ferramenta, sem gestão de risco vira armadilha."
Por que isso importa: a frase que encerra a explicação na fala ("futuro é ferramenta, sem gestão de risco vira armadilha") volta quase igual na última frase da legenda ("Mercado futuro é ferramenta. Sem gestão de risco, vira armadilha."). É a prova de que o texto da publicação pode sair da própria transcrição, sem trabalho de redação novo.
"O Bitcoin caiu e tu achou que todo mundo ficou desesperado por conta disso? Calma aí, porque eu vou te explicar que é exatamente quando o Bitcoin cai que muita gente ganha dinheiro com isso. Mas aqui vai o puxão de orelha da Véia: só porque tu acha que vai cair, não sai apertando tudo quanto é botão, estuda o mercado."
Por que isso importa: o "tu" e o "puxão de orelha" são a marca de fala dela, o que faz o conteúdo técnico soar como conversa. É esse registro que a bio e o campo de nome ainda não carregam.
"No mercado spot, quando você compra o Bitcoin, ele pode subir, ele pode cair, mas o ativo ainda é seu. Já numa operação em long, se o preço cair contra a sua posição, você pode ser liquidado, traduzindo: pode perder inclusive o que entrou como margem. No mercado cripto, achar que vai subir não é estratégia, é torcida, e torcida pode dar ruim."
Por que isso importa: ela compara dois cenários em duas frases, que é o jeito mais rápido de ensinar. A fala termina pedindo like, encaminhamento e comentário; a legenda desta publicação termina sem nenhum pedido.
"Lembra quando o Nubank começou? Muita gente pensou que era só mais um cartão roxinho e hoje ele vale bilhões. Mas e se eu te dissesse que agora a gente tá de novo numa nova revolução bancária e que desta vez você pode participar desde o começo?"
Por que isso importa: é o melhor engajamento de toda a fase anterior à pausa de 98 dias e o primeiro episódio de uma série anunciada na própria legenda. A fala usa uma referência que qualquer brasileiro entende para introduzir um produto que quase ninguém conhece.
"Estudei minha vida inteira, sou graduada, pós-graduada, fiz mestrado e ainda assim eu não tinha aprendido sobre o mercado financeiro. Fui aprender sobre o mercado financeiro quando comecei a estudar blockchain, e através da blockchain eu comecei a entender como que era o mercado financeiro, que engloba várias áreas do conhecimento, e uma dessas áreas me diz muito respeito porque eu gosto muito, que é geopolítica e as relações sociais e econômicas que se dão na criptoeconomia."
Por que isso importa: é a única publicação das 36 sobre trajetória, e ela ficou 1,65 vezes acima da mediana do perfil. Em duas frases está dito por que este perfil fala de geopolítica e sociologia econômica, e não de preço: é o argumento de autoridade mais forte que ela tem, dito uma única vez em dez meses.
"Porque 2026 não vai ser um ano qualquer no mercado cripto. Vai ser um ano de eleição, de disputas regulatórias e novas normas sendo implementadas, de muita gente tentando decidir o futuro desse setor sem necessariamente conhecer quem investe, quem constrói, quem está aqui desde o início. Traduzindo no bom português da Véia: se a gente não participa, alguém vai decidir por nós."
Por que isso importa: é a melhor publicação das 36, com 94 curtidas e 28 comentários, 3,3 vezes a mediana do perfil. Na legenda ela não abre divulgando o evento: primeiro vem a tese, depois a explicação de por que ele importa e só então a data e o lugar.
"Eu tive a alegria de participar do UNICEF Youth Challenge de duas formas muito especiais: a primeira foi dando duas aulas introdutórias, e a segunda agora, como jurada, para conhecer os projetos que estão sendo desenvolvidos nessa jornada. Educação tecnológica não pode ser privilégio de poucos."
Por que isso importa: é a terceira melhor das 36 e a publicação em que ela se nomeia educadora e jurada. Presença em iniciativa reconhecida, contada em primeira pessoa, é o tipo de material que hoje não está guardado em nenhum destaque do perfil.
"A GATE é uma exchange global do mercado cripto, ou seja, é um lugar onde você pode comprar, vender, negociar e acessar diferentes tipos de criptoativos. Mas aqui fica um alerta da Véia: a alavancagem aumenta o risco, então se você for fazer qualquer coisa, saiba muito bem o que você está fazendo. Ter muitos produtos não significa que todos servem para todo mundo, faça a sua própria pesquisa."
Por que isso importa: é um anúncio de parceria que rendeu 2,10%, cinco vezes a mediana de 0,41% das aberturas de anúncio. A diferença é que aqui o anúncio veio embalado em aula, com ressalva de risco no meio.
A legenda de cada vídeo pode sair da própria transcrição, e em um caso já saiu. Em 01/06/2026, a frase que encerra a explicação na fala ("futuro é ferramenta, sem gestão de risco vira armadilha") volta quase igual na última frase da legenda ("Mercado futuro é ferramenta. Sem gestão de risco, vira armadilha."). Nas outras, passagens inteiras ficam só na fala: a comparação entre quem compra refrigeração e quem recebe a enchente (18/09/2026) e as quatro perguntas que fecham o episódio 03 (28/09/2026) não aparecem em nenhuma das duas legendas.
O convite que ela já faz em voz alta não é repetido por escrito. Nos vídeos de 01/06, 05/06, 15/06 e 19/06/2026 ela pede, na própria fala, like, encaminhamento e comentário. As legendas dessas quatro publicações terminam sem pergunta, e a conta do perfil é conhecida: as 19 legendas com pergunta fazem mediana de 45,2 comentários por 100 curtidas, contra 18,5 das 16 sem pergunta.
E há pauta sobrando. Só nas falas de setembro estão nomeados quem orienta a tecnologia, quem paga pela transição, quem controla a informação e quem participa da definição do que é possível: quatro vídeos inteiros já roteirizados. Com mediana de 1,84% nos 17 vídeos com fala e ritmo atual de 0,87 publicação por semana, o gargalo deste perfil não é ter o que dizer.
Antes de olhar o perfil, vale olhar o campo. Andreia explica criptoeconomia, geopolítica do dinheiro e regulação, e esse assunto deixou de ser nicho técnico no Brasil. Quatro números públicos dimensionam o tamanho da sala.
O índice classificou 117 países no período de julho de 2025 a junho de 2026, combinando serviços centralizados, transferências entre pessoas, fluxos entre países e saldos em carteiras. O Brasil ficou em primeiro no ranking geral.
O assunto que ela explica no Instagram é hoje o mercado cripto mais ativo do mundo em adoção, o que dá base para conversa com marcas do setor que querem falar com o público brasileiro. É estimativa de valor movimentado, não faturamento de empresas. Chainalysis, 2026.
A mesma pesquisa mostra 66,4% dos brasileiros com algum conhecimento sobre criptomoedas, alta de 10,1 pontos percentuais em um ano. Campo em maio de 2026, com 2.004 entrevistados em 137 municípios.
O público potencial do conteúdo dela já passou de um brasileiro em cada seis, e o conhecimento cresce mais rápido do que o investimento, o que sustenta demanda por explicação e não só por recomendação. Datafolha e Paradigma Education, 2026.
De agosto de 2019 a dezembro de 2025 foram declarados cerca de R$ 1,58 trilhão em operações, dos quais R$ 1,13 trilhão em stablecoins, 71,7% do acumulado. A participação anual saiu de 3,5% em 2019 para o patamar atual.
O dinheiro do mercado brasileiro passa hoje por stablecoins, tema recorrente das publicações dela, e é a ponte natural entre o conteúdo de geopolítica do dinheiro e o interesse prático de quem usa cripto no dia a dia. Receita Federal do Brasil, dados de 2025.
O levantamento semestral acompanhou 904 perfis de conteúdo de investimentos nas principais redes e passou a cruzar os rankings com as certificações da entidade.
Conteúdo de investimento nas redes já é um campo medido e disputado no Brasil, com espaço para quem separa análise de indicação e mostra critério técnico. ANBIMA, estudo FInfluence, 2026.
Os três primeiros números dizem que o mercado brasileiro é grande, popular e prático: primeiro do mundo em adoção, um em cada seis brasileiros já passou por cripto e o volume declarado se concentra em stablecoins, ou seja, em uso de dinheiro, não em aposta de gráfico. Esse é exatamente o recorte da bio de Andreia, visão macro, geopolítica e mercados técnicos.
O quarto número diz a outra metade da história: o campo de conteúdo já está medido, com 904 perfis monitorados e mais de 1,3 bilhão de interações contabilizadas. Quem chega agora não disputa a existência da audiência, disputa credibilidade dentro dela. Num ambiente em que dois terços da população já têm algum conhecimento do assunto e 17,2% têm ou já tiveram criptomoedas, a posição mais defensável não é a de quem recomenda, é a de quem explica quem decide as regras. É a posição que este perfil já ocupa, e ela tem lastro de mercado.
Comparamos o perfil com contas pessoais brasileiras que também explicam criptoeconomia, blockchain e regulação no Instagram, três referências consolidadas e quatro pares de porte próximo, todas conferidas uma a uma quanto à identidade, ao nicho e à reputação, sem sócios, parceiros de negócio, clientes ou perfis de empresa e projeto. O método é o mesmo para todos: curtidas mais comentários sobre seguidores exatos, por publicação, mediana das 36 publicações mais recentes de cada perfil.
| Perfil | Seguidores | Publicações | Engajamento mediano | Selo |
|---|---|---|---|---|
| @ulrich.fernando economista e educador de bitcoin | 278.816 | 1.983 | 0,25% | sim |
| @bitdasminas referência em educação cripto | 159.445 | 1.165 | 0,40% | sim |
| @declarandobitcoin contadora especialista em tributação cripto | 102.733 | 3.072 | 0,09% | sim |
| @amichelagalvao educadora de finanças descentralizadas | 21.873 | 122 | 0,13% | sim |
| @mariacarmo369 educadora de blockchain e comunidade | 12.694 | 143 | 0,10% | não |
| @dayanauhdre advogada e professora de tributação cripto | 4.376 | 934 | 1,44% | não |
| @solangegueiros desenvolvedora e educadora de blockchain | 3.721 | 182 | 1,33% | não |
| @andreiamartinbr este perfil | 3.433 | 506 | 1,08% | não |
| Mediana de perfis pessoais de 1 mil a 10 mil seguidores, 2026 | · | · | 1,78% | · |
| Mediana do Instagram, todos os setores, 2026 | · | · | 0,30% | · |
Coleta pública de 28/09/2026, mesmo método aplicado aos oito perfis: curtidas mais comentários sobre seguidores exatos, por publicação, mediana das 36 publicações mais recentes de cada perfil. Os seguidores foram lidos no contador da página, e não no resumo arredondado.
Com 1,08% de mediana, ela fica atrás apenas de duas contas de porte parecido, 1,44% e 1,33%, e à frente das cinco outras, inclusive das três com mais de cem mil seguidores. Entre oito perfis do mesmo assunto, medidos no mesmo dia, o terceiro melhor resultado.
O economista e educador de bitcoin da tabela tem 278.816 seguidores, 81 vezes mais que Andreia, e mediana de 0,25%. Ela faz 1,08% com 3.433 seguidores. O tamanho da audiência não está explicando o resultado.
Somados, eles têm 540.994 seguidores e medianas de 0,25%, 0,40% e 0,09%. É o teto da categoria em escala grande, não um problema de nenhum deles: audiência maior dilui a conversa por publicação.
Primeiro: o assunto conversa melhor em conta pequena e pessoal. Os três perfis de maior audiência do nicho, todos com selo e com centenas de milhares de seguidores, ficam entre 0,09% e 0,40%. Os três menores da tabela, entre eles Andreia, ficam entre 1,08% e 1,44%. Isso desloca a conversa de "preciso de mais seguidores" para "preciso aproveitar melhor a atenção que já tenho".
Segundo: a referência real de Andreia não são as contas grandes, são as duas vizinhas de porte. Uma advogada e professora de tributação cripto com 4.376 seguidores faz 1,44%, e uma desenvolvedora e educadora de blockchain com 3.721 seguidores faz 1,33%. A distância até elas é curta, de 0,25 a 0,36 ponto percentual, e é o alvo concreto do próximo trimestre. Vale lembrar que a régua de mercado para perfis pessoais de 1 mil a 10 mil seguidores é de 1,78% em 2026: nenhum dos três alcança esse patamar, o que mostra que a régua da faixa é exigente para este assunto, enquanto a mediana geral do Instagram, 0,30%, é superada com folga pelos três.
Terceiro, os limites. As janelas de tempo não são iguais: em quem publica muito, as 36 publicações cobrem cerca de três semanas; em dois perfis da tabela, cobrem de 2,6 a 3,9 anos. A comparação é de mediana, não de média, de propósito: num dos perfis a média fica em 5,90% contra mediana de 0,40% porque poucas publicações excepcionais puxam o topo, e a mediana descreve melhor o dia normal. Três perfis, incluindo o de Andreia, têm 1 publicação com curtidas ocultas, que ficou fora da mediana. Nada disso muda a leitura de fundo: no mesmo assunto, no mesmo dia e na mesma conta de matemática, este perfil está acima de cinco das sete referências medidas.
Das 36 publicações, 20 são vídeo e 16 são imagem ou carrossel. Entre as 35 com curtidas visíveis, a mediana dos 19 vídeos é 1,78% e a das 16 imagens é 0,42%: 45 curtidas e 16 comentários na mediana do vídeo, contra 13 curtidas e 2 comentários na da imagem. As 14 publicações de maior engajamento são todas vídeo, e a primeira imagem só aparece na 15ª posição (02/08/2026, 1,22%).
Aqui o formato pesa mais do que costuma pesar, mas não decide sozinho: dentro dos vídeos, os 17 com fala transcrita têm mediana de 1,84%, e por assunto o quadro Leitura de Fundo faz 2,02% contra 0,73% das publicações ligadas aos artigos. O caminho é levar para o vídeo falado o assunto que hoje sai em imagem.
A janela cobre 315 dias, de 17/11/2025 a 28/09/2026: 9 publicações em 2025 e 27 em 2026. Há uma única pausa acima de 60 dias, de 98 dias, entre 27/01/2026 e 05/05/2026. As outras maiores são bem menores: 20 dias até 06/01/2026, 15 dias até 17/08/2026 e 14 dias até 31/08/2026 e até 14/09/2026.
A retomada de 05/05/2026 é o divisor do perfil: 13 publicações com curtidas visíveis até 27/01/2026 com mediana de 0,38%, e 22 de 05/05/2026 em diante com mediana de 1,46%, ou 3,85 vezes. O ritmo recente é de 0,87 publicação por semana nas 12 da janela e 1,05 nas 22 desde a retomada (146 dias), contra 0,80 no conjunto das 36. É um ritmo sustentável, e é o piso a defender.
15 das 36 legendas marcam alguma conta, e 13 dessas 15 estão na fase de 05/05/2026 em diante. As mais citadas são @wesearchdao, em 9, e @gate_portugues, em 5; depois @offchain_brazil, @secopssummit e @uniswap, em 2 cada, e @ana.westfal, @williamdutra.rs, @neyneto.eth, @unicefbrasil e @cryptoshirts_io, em 1 cada. O recorde é a publicação de 04/12/2025, com 5 marcações.
Na conta bruta, quem marca vai melhor (1,49% contra 0,76%), mas isso é efeito do formato e da fase, não da marcação: entre os vídeos a mediana é 1,78% com e sem marcação, e entre as imagens 0,41% com e 0,44% sem. Horário e dia da semana também não sustentam recomendação: as 10 terças têm mediana de 0,33%, porém 8 delas são anteriores à retomada e 8 são imagem. Com 36 publicações, não há base para apontar melhor dia nem melhor horário.
Não há dado demográfico de público nesta leitura. O que está abaixo é deduzido do que o perfil publica, de quem ele marca nas legendas e do que a bio oferece, com as medianas de cada grupo de assunto.
Em ordem de retorno sobre esforço. As quatro primeiras não pedem produção nova: são campos do perfil que já existem e material que já está publicado.
O conteúdo já funciona: a mediana de 1,08% é 3,59 vezes a régua do Instagram. O que muda o resultado é arrumar a moldura, virar a ordem dos formatos e segurar o ritmo.
Acompanhar: manter o ritmo de pelo menos 1 publicação por semana (hoje 0,87 nas 12) e a mediana de engajamento acima de 1,08%.
Acompanhar: comentários por 100 curtidas subindo dos 37,4 das 35 com curtidas visíveis na direção dos 45,2 das legendas com pergunta, e mediana dos vídeos mantida em 1,78% ou acima.
Acompanhar: ritmo estável de 1 publicação por semana por três meses seguidos, mediana do período acima de 1,46% e nenhuma pausa maior que 30 dias.
Análise de Instagram de AndreiaMartinBR ⌐◨-◨ · Nobox Group · leitura de 28/09/2026.
Os números vieram do que está publicado no perfil, em coleta pública. Nenhum dado privado de conta foi acessado.